17/10/2011

AULÃO DE FILOSOFIA - SLIDES FUNDAMENTOS DA FILOSOFIA




Aula de filosofia com Prof.º José Simões em preparação para o Enem 2011 - Alenquer Pará


22/06/2011

I CONGRESSO LATINO AMERICANO DE FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO







ACONTECERÁ NOS DIAS 01;02;03 DE AGOSTO EM CAMPINAS O I CONGRESSO LATINOAMERICANO DE FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
TEMA: IDENTIDADE E DIFERENÇA DA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO NA AMERICA LATINA


E PARA MINHA FELICIDADE, MEU TRABALHO COM O TÍTULO: "O ENSINO DE FILOSOFIA NA ZONA RURAL E SEU PAPEL SOCIAL: CONSTRUINDO UM ROSTO LIBERTADOR" (AUTOR: JOSÉ CARDOSO SIMÕES NETO) FOI ACEITO PARA EXPOSIÇÃO ORAL E PUBLICAÇÃO.

ABRAÇOS A TODOS QUE CONTRIBUIRAM PARA MOMENTO!

FONTE: http://www.alfe-filosofiadelaeducacion.org/page_1308017490016.html

26/03/2011

Julgamento Ficha Limpa: STF, Uma Vergonha Nacional/Marinor faz discurso em Plenário

Marinor Brito faz discurso em Plenário sobre julgamento da Ficha Limpa

Emocionada, a senadora Marinor Brito falou agora a pouco, em Plenário no Senado Federal, sobre sua indignação com os rumos do julgamento da lei da Ficha Limpa e recebeu o apoio de companheiros de partido e de vários parlamentares de diversas siglas partidárias.

“O povo brasileiro precisa participar das decisões políticas do nosso país, tomar decisões para enfrentar o que o Congresso Nacional e o Judiciário não conseguiram enfrentar nas últimas décadas: o combate à corrupção, ao uso do poder econômico que tem definido os rumos da política brasileira.

O povo brasileiro juntou energia para mobilizar o país, de ponta a ponta, para trazer ao Congresso a Lei da Ficha Limpa, com o intuito de barrar os corruptos, que historicamente têm deixado o povo no abandono e representado a fome, a miséria, a prostituição infanto-juvenil, respondido pelo trabalho escravo, pela visão de desenvolvimento macroeconômico e deixado o povo do meu estado e do país na mais miserável condição. O estado do Pará tem sido saqueado historicamente por essa elite podre que se utiliza da máquina pública para sua perpetuação.
Queremos um judiciário transparente e veremos, se não agora, varrido da política brasileira, políticos como Jader barbalho e os ‘Roriz e Malufs’ da vida. Vamos construir passo a passo esse sonho, ocupando espaço nas assembléias legislativas, nas associações de moradores e espaços de combate à homofobia e qualquer tipo de discriminação.

Espaços onde o povo consegue ter vez e voz, com muita dificuldade e sacrifício. Quem aqui chegou ao Senado Federal com R$ 53 mil? Se raposas do poder como Jader barbalho não fizessem propaganda dioturnamente, não tivessem essas benesses, será que estariam com algum percentual de voto?

Custe o que custar, querendo ou não a justiça, nossas vozes não se calarão. O povo brasileiro vai continuar tentando varrer os corruptos da política. O voto tão esperado do Brasil de um advogado de carreira, juiz que não foi questionado pela carreira jurídica quando foi indicado para ser ministro do supremo, não conseguiu acompanhar a vontade do povo brasileiro, em nome das famílias como ele mesmo disse”.

02/03/2011

I CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO


I CONGRESSO LATINOAMERICANO DE FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
Identidade e diferença da Filosofia da Educação na América Latina

Dias 01, 02 e 03/08/2011 - Brasil
Local: Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas)
Endereço: Rodovia D. Pedro I, km 136 - Parque das Universidades - Campinas - SP

Apresentação
A ALFE – Associação Latinoamericana de Filosofia da Educação e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da PUC Campinas realizam o I Congresso Latinoamericano de Filosofia da Educação, com o tema: “Identidade e diferença da Filosofia da Educação na América Latina”.
Trata-se de encontro inédito e relevante para a área de Educação na América Latina, dado que a investigação de fundamentos da educação, especialmente da filosofia da educação, constitui-se de perspectiva essencial de todos os programas de pós-graduação da América Latina e mais, de todas as perspectivas de pesquisa em educação, na medida em que não é possível propor uma investigação rigorosa sem o cuidado conceitual e a reflexão filosófica decorrente da seleção das fontes de pesquisa. A filosofia da educação é, antes de tudo, campo da filosofia e, neste sentido, a organização deste evento que envolve a América Latina terá como ponto de diálogo as sociedades de filosofia da educação dos diversos países, além da iniciativa individual dos pesquisadores e interessados na temática filosófica da educação.
Há diversas entidades que organizam discussões de filosofia da educação, como por exemplo, a INPE – International Network of Philosophers of Education, a PES – Philosophy of Education Society e o nascimento da ALFE – Associação Latinoamericana de Filosofia da Educação apresenta-se em momento importante de qualificação das pesquisas em educação nos países da América Latina. Mais do que isto, na busca da identidade e na reflexão das diferenças da filosofia da educação é preciso reivindicar o lugar e as tarefas da filosofia da educação como campo rigoroso de investigação em educação.

Informações importantes
Campinas é a segunda maior cidade do Estado de São Paulo e distancia-se da capital (São Paulo) por cerca de 96km. Campinas possui um Aeroporto Internacional (Viracopos) que dispõe de vôos para alguns países, porém, é mais fácil conseguir vôos para Guarulhos, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em São Paulo. De São Paulo para Campinas, o transporte terrestre é mais rápido e, neste caso, no Aeroporto Internacional de Cumbica (Guarulhos) procure a Empresa Caprioli. Esta empresa oferece transporte para Campinas no valor de R$ 37,00. Veja os horários: http://www.caprioli.com.br/traslado-cumbica. A taxa de câmbio da moeda brasileira (R$) em relação ao dólar (US$) está em torno de R$ 1,80. Portanto, R$ 10,00 equivale a US$ 5,55 aproximadamente. Para informações turísticas no Brasil, recomendamos o sítio oficial do Ministério do Turismo: http://www.turismo.gov.br/turismo/home.html


Sejam muito bem vindos ao I Congresso Latinoamericano de Filosofia da Educação
e ao Brasil

ALFE - Comitê Organizador Local
Prof. Dr. Samuel Mendonça (PUC Campinas) e Prof. Dr. Silvio Gallo (UNICAMP) e Profa. Dra. Angela Santi (UFRJ)

28/02/2011

BENEDITO NUNES:"EQUIVALE A HEIDEGGER...HEGEL E KARL MARX...


Neste dia 27 o Brasil e o Mundo sofre com o falecimento de Benedito Nunes e com a perda irreparável ao universo do pensamento Filosófico, literário e humano...(Prof. José Cardoso Simões Neto)

Nesse sentido, Edimilson Rodriguês deputado pelo PSOL, bem colocou e resume de certa forma o nível dessa perda...
“Benedito Nunes compõe um grupo seleto de pensadores contemporâneos da humanidade e sua importância equivale a de Martin Heidegger, Edgar Morín, Hegel e Karl Marx, cada um ao seu tempo”. E ainda: “Ele – Benedito - é um dos mais importantes críticos literários contemporâneos, de forma que sua morte significa uma perda irreparável para todos nós”, disse.
Foto: Portal UFPA.

BENEDITO NUNES: LUTO OFICIAL NO PARÁ

Da Redação
Agência Pará de Notícias

Paraenses se despediram do filósofo Benedito Nunes, que foi cremado na manhã desta segunda-feira, 28.
O governador Simão Jatene decretou, nesta segunda-feira (28), luto oficial de três dias em sinal de pesar pela morte do escritor e filósofo paraense Benedito Nunes, ocorrida no último domingo (27). O chefe do Executivo Estadual participou, na manhã desta segunda, na Igreja de Santo Alexandre, da missa de corpo presente que reuniu familiares e amigos do mestre, morto após parada cardíaca decorrente de complicações renais.

A celebração na igreja aconteceu ao som da "Sonata ao Luar", de Beethoven. Após a missa, houve a cerimônia do adeus, que foi reservada aos familiares. Ainda na manhã desta segunda-feira, o corpo de Benedito Nunes foi cremado, conforme era seu desejo, em cerimônia em um cemitério particular em Marituba, na Região Metropolitana de Belém (RMB).

Ao saber da notícia da morte de Benedito Nunes, o governador Simão Jatene lembrou a contribuição do escritor para a cultura e pensamento brasileiros. "Em nome de todos os paraenses, agradeço a inestimável contribuição do mestre Benedito José Nunes à cultura do país. A sua dedicação como escritor, crítico de arte, filósofo e professor é irretocável", disse.

"Mais ainda, sua grandeza como paraense se revelou quando recebeu convites irrecusáveis para trabalhar em outros centros, no Brasil e no exterior, mas escolheu o Pará como destino e lugar para viver e construir a sua vasta e admirável trajetória intelectual. O Pará, reconhecido, saberá honrar a sua memória", continuou o governador.

Para o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves Fernandes, o Pará perde um sábio, um exponencial da cultura. "Uma perda considerável. Estamos tristes, órfãos da luminosidade que ele irradiava, mas que vai continuar por meio de sua extensa obra, que irá servir como exemplo, como modelo, não só na área específica da cultura, como em outras áreas do pensamento", disse o secretário.

FONTE: Portal do Pará

BENEDITO NUNES MORRE AOS 81 ANOS



Breve Histórico de sua vida

Faleceu, na manhã deste domingo (27), Benedito Nunes, professor, filósofo, crítico e ensaísta paraense de renome nacional. Internado às 20h na noite deste sábado (26), na unidade cardiológica do Hospital Beneficente Portuguesa em Belém, o professor morreu por volta das 10h45 de hoje.
O corpo de Benedito Nunes será encaminhado para a Igreja de Santo Alexandre, onde será velado no final da tarde deste domingo. Nesta segunda-feira (28), haverá uma missa, de corpo presente, homenageando o filósofo na mesma igreja.
Paulo Chaves, secretário de cultura lamentou sobre a morte de Benedito. 'Estamos todos muito abalados com a perda do Benedito. Além da saudade do amigo, fica o exemplo do intelectual impecável, do ensaísta rigoroso e do professor generoso de tantas gerações. É uma perda enorme!', lamenta.


Sobre o filósofo

Benedito José Viana da Costa Nunes, nasceu em Belém do Pará no dia 21 de novembro de 1929. Eterno aprendiz e um autodidata, como se considera, Benedito define seu trabalho como “um tipo mestiço das duas espécies, a filosofia e a literatura”. Professor, filósofo, crítico e ensaísta, especializou-se em analisar obras de grandes escritores como Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa dentre outros.
Fez Mestrado na Sorbonne, em Paris e foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do Pará e do Norte Teatro-Escola. Este último juntamente com a esposa Maria Sylvia Nunes e a cunhada Angelita Silva. Publicou grande número de artigos e resenhas em jornais regionais e de circulação nacional sobre filosofia e manifestações da cultura popular e erudita.
Entre os trabalhos destacam-se: encenação de Morte e Vida Severina, no 1º Festival Nacional de Teatro Amador (1958), no Recife, o que lhe valeu o prêmio de melhor adaptação teatral; O Mundo de Clarice Lispector (1966); Poesia de Mário Faustino (1966); Farias Brito: Trovas Escolhidas (1967); O Dorso do Tigre (1969); Leitura de Clarice Lispector (1973); Oswald Canibal (1978); O Livro do Seminário (1983); Passagem para o Poético: Filosofia e Poesia em Heidegger (1986); O Tempo na Narrativa (1988); A Paixão Segundo GH/ Clarice Lispector (1988); O Drama da Linguagem: uma Leitura de Clarice Lispector (1989); O Crivo de Papel (1999) e Hermenêutica e Poesia — O Pensamento Poético (1999).

Foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do estado, onde ensinou Ética e História da Filosofia, de 1954 a 1960. No ano seguinte, foi contratado pela Universidade Federal do Pará, para a qual elaborou o projeto de criação do Curso de Filosofia, inaugurado em 1975. Em 1998, Bendito Nunes recebeu o título de Professor Emérito da UFPA, ano em que ganhou o Prêmio Multicultural Estadão.
Benedito Nunes é especialista em analisar obras de escritores renomados, como Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa e Fernando Pessoa. O autor se intitula como um autodidata e eterno aprendiz, sempre em busca de novos olhares.

Depoimentos

“É sempre lamentável quando um grande brasileiro da importância de Benedito Nunes nos deixa”. E ressaltou: “o legado de um homem que dedicou sua vida toda a produzir conhecimento que avançassem o desenvolvimento humano do nosso povo é merecedor de toda homenagem e o que tenho a dizer é muito obrigada”, disse consternada.” disse a Senadora Marinor Brito - PSOL/PA

Benilton Cruz disse "Quem vai esquecer aquela voz pausada, aquelas frases preocupadas em exprimir o pensamento adequado ao objeto de sua análise, quem o escutou palestrando ou em suas aulas ganhou para sempre um exemplo de intelectual, pensador e admirador da poesia. Seus livros, sempre bem analíticos, impossível não lê-los. Mas nunca vou esquecer de suas caminhadas pela 25 de setembro, seus passeios despreocupados pela sua e sempre sua "Travessa da Estrela". Descase em paz, Mestre."

Aldrin Figueiredo, escritor e amigo de Nunes, conta que teve o privilégio de ter escrito um texto em parceira com ele, e que fez o prefácio de uma de suas obras, "Luzes e Sombras do Iluminismo no Pará", escrito em 2004, com Milton Hatoum.

Nunes era crítico literário e de arte, e sua primeira análise foi sobre as obras da escritora Clarice Lispector. "Desse estudo foram criados dois livros, 'O Mundo de Clarice Lispector' e o 'Drama da Linguagem', onde se observa uma análise fenomenológica e existencialista", explica Aldrin.

Ele conta que as obras foram elogiadas por Clarice que se tornou amiga do autor.

Amarilis Tupiassu, professora de Letras da Universidade Federal do Pará e da Universidade da Amazônia, afirma que Nunes estava sempre de bom humor, e uma de suas últimas brincadeiras foi dizer que, quando saísse do hospital, a primeira coisa que iria fazer seria comer um pastel.

"Benê sempre foi brincalhão até nessa situação ele fez piada." Ela lembra que quando ele recebeu o título de Doutor Honoris Causa, homenagem feita aos professores eméritos, ela fez a saudação.

O deputado Edmilson Rodrigues (PSOL) disse que: “Benedito Nunes compõe um grupo seleto de pensadores contemporâneos da humanidade e sua importância equivale a de Martin Heidegger, Edgar Morín, Hegel e Karl Marx, cada um ao seu tempo”. E ainda: “Ele – Benedito - é um dos mais importantes críticos literários contemporâneos, de forma que sua morte significa uma perda irreparável para todos nós”, disse.

Fonte: Portal UFPA; Folha on-line; Estadão;Portal do Governo do Estado do Pará;Portal ORM; Diário On-line

05/06/2010

ALENQUER: Transporte escolar oferece perigo na comunidade de Remanescentes Quilombolas, Pacoval




TRANSPORTE ESCOLAR NA COMUNIDADE DO PACOVAL - Alenquer/PA
Por José Simões
Artigo Publicado no Jornal Nova Amazônia

Já não bastasse todo o tipo de opressão sofrida pelos negros durante a história desse sofrido país, vimos na comunidade de remanescentes quilombolas do Pacoval, em pleno século XXI, o cenário de abandono por parte da Prefeitura Municipal de Alenquer e mais especificamente por parte da Secretaria Municipal de Educação (SEMED).
A LDB (Leis de Diretrizes e Bases da Educação) regulamenta a obrigatoriedade do transporte escolar na educação básica (do “Pré até o 9º ano) tornando possível assim o acesso do alunado à escola. Além da obrigatoriedade, trazida pela LDB, a lei (Lei nº13/2006 de 17 de Abril) que legisla sobre esse tipo específico de serviço, prevê também a garantia da segurança total dos que estão sendo transportados.
Para a SEMED (Secretaria Municipal de Educação) estas exigências não parecem ser prioridade, pois na comunidade do Pacoval, encontramos alunos sendo transportados em carros “pau de aráras” (para localidade de São Luis e Maçaranduba) o que configura total desrespeito e descaso para com a integridade física dos alunos, que já não bastasse a distância a ser enfrentada todos os dias ainda precisam superar o desafio de chegarem em casa “a salvos” após um “rali” diariamente proposto pela empresa que presta esse tipo de serviço. Tal situação é agravada por se tratar de crianças que sem disponibilizar de poltronas com sinto de segurança (outra exigência) e nem ao menos de uma pessoa adulta a repará-los, torna mais real a possibilidade de acidente, isso sem falar das condições de estradas totalmente esburacadas aumentando ainda mais o risco daquelas crianças.
Segundo moradores daquela localidade, havia outra empresa prestando esse serviço (a do Sr. Junior Limeira) até dias atrás, porém, acreditam que a substituição por outra (de familiares do “Seu Barata”, como o chamam) tenha ocorrido por motivos políticos tendo em vista que o mesmo é esposo da Secretária de Cultura do Município.
O que se mostra espantoso é a vista grossa feita em toda essa situação pela direção da escola, pois até agora não tem se mostrado nem um pouco incomodada com os riscos que essas crianças estão correndo todos os dias no percurso casa-escola-casa. Uma possível explicação seria talvez o medo de represália por parte do poder público, o que inibe fortemente qualquer tentativa de protesto e reivindicação, haja vista a eminente possibilidade de perda de emprego ou até mesmo a transferência para localidades mais longínquoas e de difícil acesso.
Fato é que não se pode submeter crianças indefesas às atitudes inconsequentes motivadas por acordos políticos com fins de interesse particular ou no intuito de beneficiar esse ou aquele empresário ou parceiro político, mas ao contrário, tornar público licitação para a contratação de tais empresas e total adequação aos parâmetros exigidos aos meios de transportes para garantia de segurança àqueles alunos.

17/05/2010

GENEALOGIA DA MORAL: UMA POLÊMICA


Por Prof.º Fil. José Cardoso Simões Neto

Ao que se refere ao tópico 5 da 1ª dissertação, Nietzsche faz uma investigação epistemológica do termo “bom” e descobre que “bom” significa alguém que é verdadeiro, que é real e que numa mudança conceitual significa o verdadeiro, enquanto veraz o que viria a ser o lema da nobreza distinguindo – os dos homens comuns. Estes eram caracterizados como homem de pele escura e de cabelos escuros, ou seja, o homem “bom”, nobre, puro louro em contraposição aos nativos, originalmente de pele mais escura e cabelos negros, eis o motivo pelo qual talvez os poderosos, ricos se dominassem de “bom”.

No tópico 6, o autor levanta uma crítica à casta sacerdotal, fazendo uma análise sobre os termos “puro” e “impuro” que depois vão se desenvolver em “bom” e “ruim”. Diz ainda que os conceitos da humanidade antiga foram compreendidos sem muitas reflexões e aceitos num nível grosseiro, improfundo e assimbólico, como por exemplo: o “puro” é somente aquele que se “lava, que proíbe certos alimentos que causam doenças na pele, que não dormem com as mulheres sujas do povo baixo (...)” (p.24). Segundo ele, até hoje a sociedade sofre com este meio para se chegar a uma purificação – relata o jejum, a continência sexual, etc, isto é, a negação dos prazeres, e que tudo se torna mais perigoso com os sacerdotes.

Nietzsche no tópico 7 se refere aos sacerdotes como impotentes, porém os classifica como os mais terríveis inimigos, pois na sua impotência teveram que realizar maior esforço com o intelecto na procura de estratégias de ação dominadora, impulsionado pelo ódio.

Apesar da pouca força “física”, “armada”, sobra-lhe astúcia na elaboração de uma convicção ideológica. Um exemplo foi a capacidade que os Judeus tiveram de inverter os valores relacionados ao termo “bom”, que era igual a nobre, poderoso, belo, etc e depois passou a ser denominado de “bom” somente os miseráveis, os sofredores, os impotentes e mais abençoados, os doentes, necessitados, etc. “Mas vocês, nobres e poderosos, vocês serão por toda a eternidade, os maus, os cruéis, os lascivos (...) serão também eternamente os desventurados, malditos e danados!...” (p. 26).

Referencia Bibliografica: NIETZSCHE, F.Genealogia da Moral. 4 ed. São Paulo: Companhia das Letras. p. 21 – 26.

11/05/2010

Para senador, os negros são os culpados pela escravidão no Brasil

imagem de Flavio

Ontem, durante audiência no Supremo Tribunal Federal para discutir o sistema de cotas em universidades públicas, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) usou da palavra para destilar todo o seu profundo conhecimento sobre a história do Brasil. Quem ouviu seu discurso saiu com a impressão de que aprendeu várias coisas novas. Que os africanos eram os principais responsáveis pelo tráfico transatlântico de escravos. Que escravas negras não foram violentadas pelos patrões brancos, afinal de contas “isso se deu de forma muito mais consensual” e “levou o Brasil a ter hoje essa magnífica configuração social” de hoje. Que no dia seguinte à sua libertação, os escravos “eram cidadão como outro qualquer, com todos os direitos políticos e o mesmo grau de elegibilidade” – mesmo sem nenhuma política de inserção aplicada. Com tudo isso, o nobre senador deu a entender que os negros foram os reais culpados pela escravidão no Brasil. As frases (da qual retirei trechos que estão entre aspas) foram registradas pelos jornalistas Laura Capriglione e Lucas Ferraz, da Folha de S. Paulo.

posição do senador é compreensível, se considerarmos que o discurso feito não foi um ataque à reserva de vagas para negros e afrodescendentes e sim uma defesa da elite política e econômica que controlou a escravidão no país e que, com algumas mudanças e adaptações, desembocou em setores do seu próprio partido.

epois me perguntam por que a proposta que confisca terras de quem usou trabalho escravo está engavetada no Congresso Nacional…

m comentário sobre o direito dos libertados exposto pelo senador: Em meados do século 19, com o fim do tráfico transatlântico de escravos, a propriedade legal sob seres humanos estava com os dias contados. Em questão de anos, centenas de milhares de pessoas estariam livres para ocupar terras virgens – que o país tinha de sobra – e produzir para si próprios em um sistema possivelmente de campesinato. Quem trabalharia para as fazendas? Como garantir mão-de-obra após a abolição?

islumbrando que, mantida a estrutura fundiária do país, o final da escravidão poderia representar um colapso dos grandes produtores rurais, o governo brasileiro criou meios para garantir que poucos mantivessem acesso aos meios de produção. A Lei de Terras foi aprovada poucas semanas após a extinção do tráfico de escravos, em 1850, e criou mecanismos para a regularização fundiária. As terras devolutas passaram para as mãos do Estado, que passaria a vendê-las e não doá-las como era feito até então.

custo da terra começou a existir, mas não era significativo para os então fazendeiros, que dispunham de recursos para a ampliação de seus domínios. Porém, era o suficiente para deixar ex-escravos e pobres de fora do processo legal. Ou seja, mantinha a força de trabalho à disposição do serviço de quem tinha dinheiro e poder.

om o trabalho cativo, a terra poderia estar à disposição para livre ocupação. Porém, com o trabalho livre, o acesso à terra precisava ser restringido. A existência de terras livres garante produtores independentes e dificulta a centralização do capital e da produção baseada na exploração do trabalho. Com o fim do tráfico e o livre mercado de trabalho despontando no horizonte, o governo brasileiro foi obrigado a tomar medidas para impedir o acesso à terra, mantendo a mão-de-obra reprimida e alijada de seus meios de produção.

fim da escravidão não representou a melhoria na qualidade de vida de muitos trabalhadores, uma vez que o desenvolvimento de um número considerável de empreendimentos continuou a se alimentar de formas de exploração semelhantes ao período da escravidão como forma de possibilitar uma margem de lucro maior ao empreendimento ou mesmo lhe dar competitividade para a concorrência no mercado. Desde 1995, mais de 36 mil escravos contemporâneos foram libertados pelo governo de fazendas de gado, soja, cana…

ara além dos efeitos da Lei Áurea, que completa 122 anos em maio, trabalhadores rurais ainda vivem sob a ameaça do cativeiro. Mudaram-se os rótulos, ficaram as garrafas.

as, principalmente, o Brasil não foi capaz de garantir que os libertos fossem tratados com o respeito que seres humanos e cidadãos mereciam, no campo ou na cidade. Herança maldita presente na sociedade. E alimentada por discursos como o de Demóstenes Torres.

S: Posto o discurso do senador (a partir do minuto 33) a pedido de leitores. O que me lembra que um político é capaz de falar qualquer coisa de uma forma bonita…

onte: http://blogdosakamoto.uol.com.br/



FONTE: http://www.fflch.usp.br/df/caf/node/696